Setembro Amarelo

 

O que é o Setembro Amarelo e por que devemos falar dele nas escolas?

Por: Caroline Monteiro

A discussão sobre suicídio deve ser feita com naturalidade e seriedade desde a infância e adolescência

Setembro é o mês de prevenção ao suicídio. Desde 2014, o Centro de Valorização da Vida (CVV), em parceria com o Conselho Federal de Medicina e a Associação Brasileira de Psiquiatria, promovem a campanha Setembro Amarelo para conscientizar a população da importância de falar sobre o tema.

O mês foi escolhido para estender as ações do Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio, 10 de setembro. Neste período, as três entidades incentivam e apoiam escolas, governos, empresas e ONGs a aderirem ao movimento. Por isso, é comum ver pontos turísticos, monumentos históricos e fachadas de prédios com iluminação amarela. Da mesma forma, é possível encontrar a fita de mesma cor estampando cartazes, outdoors e campanhas online. Passeatas e caminhadas também são frequentes em cidades brasileiras.

Segundo Elaine Macedo, voluntária do CVV, a ideia do Setembro Amarelo é reforçar um posicionamento defendido durante todo o ano pela entidade. “Precisamos acabar com o tabu de que falar sobre o suicídio incentiva a prática. A prevenção é um processo educativo. Quanto mais falamos sobre isso, de forma apropriada, mais clarificamos, explicamos e, portanto, prevenimos”, diz.

Segundo o CVV, 32 brasileiros se suicidam por dia no país, taxa superior às mortes causadas por câncer e AIDS. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, nove em cada dez casos poderiam ser prevenidos. A faixa etária que mais preocupa as autoridades é entre os 15 e 35 anos. Por isso, Elaine defende que o tema seja tratado desde a infância.

“Não é algo que ocorre da noite para o dia. O jovem pode levar anos amadurecendo a ideia até que o impulso aconteça. A discussão nas escolas, com naturalidade e seriedade, gera uma adolescência mais saudável”, explica a voluntária, que defende a importância de incentivar a Educação emocional. “Precisamos ensinar as crianças e adolescentes a redimensionar seus problemas, a saber enfrentar as intempéries da vida, a falar sobre suas emoções”, diz.

O CVV se coloca à disposição para realizar palestras, rodas de conversa e debates em instituições, inclusive em escolas, em setembro ou nos outros meses do ano. Para mais informações sobre a campanha, visite os sites do Setembro Amarelo, do Centro de Valorização da Vida e da Associação Brasileira de Psiquiatria. É possível baixar cartazes e cartilhas sobre o tema. NOVA ESCOLA e Gestão Escolar também produzem com frequência reportagens sobre suicídio e depressão. Veja neste link uma coletânea de textos para serem trabalhados com gestores, professores e estudantes.

Fonte: Nova Escola

Confira abaixo uma lista com várias reportagens que podem ajudar a tratar do tema na escola ou em casa. Os textos falam sobre saúde mental, bullying e clima escolar, assuntos que, em maior ou menor grau, se relacionam a suicídio.

 

  1. Quem tem medo de falar de suicídio na escola? A prevenção é norteada pelo conhecimento dos fatores de risco e a desconstrução de mitos em torno do comportamento
  2. Cyberbullying: a violência virtual Na internet e no celular, mensagens com imagens e comentários depreciativos se alastram rapidamente e tornam o bullying ainda mais perverso. Como o espaço virtual é ilimitado, o poder de agressão se amplia e a vítima se sente acuada mesmo fora da escola. E o que é pior: muitas vezes, ela não sabe de quem se defender
  3. Cutting: como lidar com uma criança que se automutila A incapacidade de lidar com os próprios sentimentos se reflete nas marcas do corpo. E esse sofrimento pode inclusive estar associado a uma dificuldade ou situação que o aluno estja enfrentando.
  4. Insensibilidade moral: o caso da “lista das vadias” Uma lista com nomes de garotas “rodadas” circulou em uma escola. As meninas, humilhadas, passaram por um sofrimento sem tamanho dentro da sala de aula, da família e até da igreja. O caso também é uma situação de bullying e precisa de atenção.
  5. “13 Reasons Why”: Uma série polêmica abre caminho para o diálogo Julgamos, negamos e minimizamos a angústia, fazendo com que os adolescentes se sintam ainda pior.
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