DIA MUNDIAL DA ÁGUA

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.
Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) está sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

FORÚM MUNDIAL DA ÁGUA

Em 2018, com o apoio da ANA (Agencia Nacional das Águas) e de outros parceiros, o Fórum Mundial da Água chega pela primeira vez no hemisfério Sul, trazendo a temática ‘Compartilhando Água’.
O evento visa oportunizar um diálogo mundial, aberto e democrático, para estabelecer compromissos políticos relacionados à água. Também incentiva o uso racional, conservação, proteção, planejamento e gestão deste recurso em todos os setores da sociedade.
Durante o 8º Fórum Mundial da Água, os participantes poderão realizar atividades e discussões sobre o tema em diversas vertentes, tais como água e energia, economia, alimentos, cidades e ecossistemas, debates políticos entre autoridades governamentais e parlamentares, grupo focal de sustentabilidade; e interagir no Fórum Cidadão, uma plataforma para incentivar a participação efetiva da sociedade civil, além de exposição e feira.
O evento acontece de 17 a 23 de março de 2018, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães e no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília-DF.

TEMAS RELEVANTES NA DISCUSSÃO SOBRE A GESTÃO E PRESERVAÇÃO DAS ÁGUAS 

 
TEMA   DESCRIÇÃO  
PESSOAS  
O acesso à água potável e ao saneamento básico constitui um direito humano essencial, conforme declaração da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), já que responde pela garantia de vida e saúde das populações. Além disso, a tarefa de garantir a disponibilidade e o manejo sustentável da água e do esgotamento sanitário para todos foi constitui um dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS 6) estabelecido para 2030. O desafio que significa o atingimento dessa meta em pouco mais que uma década demandará um esforço extraordinário dos países, das instituições multilaterais envolvidas com a temática e da sociedade em geral. Para tanto, faz-se necessário explorar novas formas de superação dos obstáculos existentes, sejam eles de natureza técnica, financeira, de arranjos institucionais e de formas de cooperação entre países.
 
 
 DESENVOLVIMENTO   
Entre os fatores que definem os caminhos do desenvolvimento sustentável, está a forma como se usa e gerencia a água. O desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade de atender às necessidades das gerações futuras requer o compartilhamento da água e de seus benefícios de maneira inclusiva, buscando segurança alimentar, energia limpa, infraestrutura inteligente, consumo responsável, irrigação eficiente, indústria competitiva, e crescimento econômico. Todos esses aspectos são diretamente relacionados à água. A implementação desse desenvolvimento requer a participação de diferentes setores, incentivo político, investimento, cooperação e governança efetiva da água.
 
 
CLIMA  
Os impactos da mudança do clima se manifestam primeiro e mais fortemente por meio da água. A mudança do clima significa mudança do ciclo hidrológico, dos padrões de distribuição de precipitação, das vazões de escoamento dos rios, e da ocorrência de eventos extremos. Isso afeta a disponibilidade hídrica para as diferentes atividades humanas e expõe populações a eventos hidrológicos críticos mais frequentes. Os recursos hídricos, por seu caráter transversal, devem estar também no centro das ações de adaptação, o que requer políticas, planejamento e atuação articulados, envolvendo governos, setores e sociedade.
 
 
AMBIENTES URBANOS  
O crescimento acelerado das cidades tem exigido, cada vez mais, que se adotem processos sustentáveis e integrados de gestão de águas e resíduos urbanos. A escassez hídrica em épocas mais secas, assim como o excesso de água em períodos chuvosos afetam diretamente a dinâmica das cidades e a vida das pessoas, ocasionando deseconomias e prejuízos de grande monta, e exigindo medidas urgentes. Apesar dos investimentos crescentes na promoção do uso racional, a utilização da água em ambientes urbanos gera volumes expressivos e crescentes de efluentes, cujo tratamento e destinação é questão crucial. Soma-se a isso a existência de aglomerados urbanos sem infraestrutura, como favelas, sem garantia de condições mínimas de acesso à água, drenagem e saneamento. Nesse cenário, metodologias de tratamento e de reuso de água, e de reciclagem de resíduos, associadas a campanhas de redução de consumo ganham importância para melhorar as condições de vida nas cidades.
 
 
ECOSSISTEMAS  
Os ecossistemas naturais são fortemente dependentes da presença de água em quantidade e qualidade adequadas. Os serviços ambientais que têm origem a partir da dinâmica natural dos sistemas hídricos promovem os processos físicos, biológicos e químicos que geram, sustentam e garantem a maior parte das formas de vida. Também os seres humanos são diretamente dependentes desses serviços ambientais provenientes dos sistemas hídricos. Devido a esse papel chave para a sustentabilidade da biodiversidade, são de importância crucial o monitoramento, a gestão e a recuperação dos ecossistemas aquáticos. É essencial aumentar os esforços para valorizar o papel ecológico dos ecossistemas aquáticos e dos serviços ambientais em sua relação com a água.
 
 
FINANÇAS  
As funções relativas à gestão de recursos hídricos e à segurança hídrica exigem fundos específicos, além daqueles aplicados pelos setores usuários em suas atividades. O financiamento para implementação de uma política integrada de gestão dos recursos hídricos é essencial para alcançar, de forma eficaz, objetivos sociais e econômicos. A esses se somam os desafios colocados pelas mudanças climáticas e pelos ODS, que dificilmente serão atingidos sem financiamento adequado. Nesse contexto, não apenas os desafios tendem a aumentar, mas também os custos financeiros e sociais associados à gestão integrada dos recursos hídricos. É fundamental assegurar acesso aos recursos financeiros adequados ao enfrentamento dos problemas atuais, e equacionar formas inovadoras e novas fontes de recursos que possam fazer frente às novas agendas.
 
 
       

 

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